Aparições públicas do ministro do Esporte caem após prisão de Picciani

Brasília(DF), 12/05/2016 - Posse dos ministros do governo Michel Temer - Ministro do Esporte Leonardo Picciani (PMDB) - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Desde que o Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão do deputado estadual Jorge Picciani (PMDB-RJ) e de um de seus filhos, o empresário Felipe Picciani, no último dia 14, os eventos públicos praticamente desapareceram da agenda de Leonardo Picciani. Os holofotes da Justiça sobre a família são um marco na agenda do Ministério do Esporte. A informação é do jornal O Globo.

Segundo a reportagem, desde então, o ministro do Esporte passou 16 dias sem aparições públicas. Na semana das prisões, sua agenda não aponta qualquer compromisso. O restante do mês de novembro foi de despachos e reuniões internas, além de encontros com aliados.

Leonardo Picciani só reapareceu publicamente no dia 1º de dezembro. Deu as caras na abertura da Feira Cidade PcD (Pessoa com Deficiência), no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. Em seguida, voltou a se dedicar a compromissos internos.

De acordo com o texto, curioso é que, antes dos episódios envolvendo seu pai e o irmão, a agenda de Picciani seguia em ritmo acelerado. Na primeira quinzena de novembro, o ministro do Esporte foi a seis eventos públicos, além de ter concedido duas entrevistas à imprensa.

Esta semana, quem representou a pasta publicamente foi o secretário Nacional de Alto Rendimento, Rogério Sampaio. Na terça (5/12), ele esteve no lançamento da edição de 2018 do Rio Open. Na quinta (7), marcou presença na cerimônia do prêmio Sou do Esporte. Já nesta sexta (8), visitou o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), gerido pela Marinha, também no Rio.

O Globo revela que, no próximo dia 18, Picciani entrará de férias e só voltará às suas funções no ministério em 16 de janeiro. O período de descanso do ministro já foi autorizado pelo presidente Michel Temer e publicado no Diário Oficial.

Seu pai, Jorge Picciani, é suspeito de receber propina para defender interesses de empresários dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que presidia. Ele chegou a ser solto após votação polêmica na Casa, mas voltou ao cárcere no último dia 21. Além de Jorge Picciani, estão presos os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, ambos também do PMDB-RJ, e mais 16 acusados. Entre eles, Felipe Picciani.

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