Embarcação russa descerá a 950m de profundidade em busca de submarino

Embarcação russa descerá a 950m de profundidade em busca de submarino

O porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, disse neste domingo (3/12) que a embarcação russa Pantera Plus, de operação remota e especializada em águas profundas, tentará descer a 950 metros de profundidade, onde foi detectado um possível objeto metálico. O veículo russo, que está sendo transportado pelo barco argentino Ilhas Malvinas, já havia descido no sábado (2/12) em outro ponto, a 477 metros de profundidade, onde encontrou restos de um navio pesqueiro.

O submergível russo também desceu a 700 metros de profundidade na noite de sábado (2), mas não detectou nada e vasculhou a região. Balbi confirmou que existe um ponto a 800 metros de profundidade a ser explorado, mas disse que as condições climáticas adversas poderiam ameaçar o Ilhas Malvinas.

O último contato do ARA San Juan ocorreu em 15 de novembro, na região do golfo de San Jorge, a 432 quilômetros da costa argentina. Poucas horas antes, a embarcação havia comunicado a entrada de água, que caiu sobre as baterias e provocou um curto-circuito e um princípio de incêndio. O problema, que na época não foi considerado grave, levou o comando a ordenar que a embarcação retornasse para a base, em Mar del Plata. (400km ao sul de Buenos Aires).

Três horas depois da última comunicação ocorreu o registro de um som consistente com o de uma explosão, a 27 quilômetros da posição reportada pelo submarino. As buscas se concentram nessa região, onde seis barcos permanecem operantes.

Na última entrevista coletiva, o porta-voz da Marinha foi surpreendido pelo pai de um dos tripulantes, que reclamou e disse não estar recebendo informações a respeito das buscas. “Até agora, a Marinha não me fez nenhuma ligação. Disseram que informaram os familiares, mas a mim, nada. Não recebi nenhum chamado”, disse Luis Antonio Niz, padre do cabo Luis Alberto Niz.

Balbi pediu o contato do familiar e pediu desculpas, dizendo que a Marinha não é infalível, que um erro poderia ter ocorrido e que prestará toda a colaboração necessária. A maior parte dos familiares, após receberem as últimas informações sobre a busca, saiu da base naval em grupo, portando bandeiras da Argentina e cartazes com fotos dos desaparecidos.

Na porta da base, pararam para falar com a imprensa e anunciaram que iniciavam ali mesmo uma marcha até a praça central da cidade, para pedir ao presidente argentino, Mauricio Macri, que retome a fase de busca e salvamento do submarino, que foi encerrada na última quinta-feira.

Os familiares pedem a presença de Macri na base naval. Os bispos da Igreja Católica na Argentina lançaram uma corrente de oração em todo o país, pelos “44 valentes servidores da pátria” e por suas famílias, “para que possam encontrar na fé o alívio de sua dor”.

Compartilhe
Previous Itabuna: Homem é morto a pauladas e pedradas por ex-padastro
Next Galo condena derrubada de casas em Vitória da Conquista: “desumana”

Sobre o Autor

Você pode gostar também

Mundo

Nos Estados Unidos, livrarias viram centros de resistência a Trump

As livrarias nos Estados Unidos estão se transformando em centros de resistência política ao presidente Donald Trump. Elas promovem debates sobre justiça social e organizam grupos de ação para provocar

Notícias

Jatinho usado por Lula na viagem a Curitiba é do ex-ministro Walfrido Mares Guia

O jatinho Cessna Aircraft prefixo PR BIR utilizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir até Curitiba prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro é do ex-ministro Walfrido Mares

Notícias

Transexual defende mudança de nome no registro civil em sustentação no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta quarta-feira (7) a legalidade da mudança de nome de transexuais no registro civil sem a necessidade de cirurgia para mudança de