TCA e movimento tropicalista celebram 50 anos com programação especial

TCA e movimento tropicalista celebram 50 anos com programação especial

Dois importantes pilares da história e cultura da Bahia e do Brasil celebram, em 2017, meio século de vida: o movimento tropicalista e o Teatro Castro Alves. A Secretaria de Cultura do Estado (Secult) não deixou o marco passar em branco e está realizando o projeto ‘Tropicália: Régua e Compasso’ e, como parte da programação, o equipamento cultural baiano recebeu, na noite desta quinta-feira (19), o relançamento do livro-objeto Tropicália ou Panis et Circensis e a abertura da exposição Tropicália 50 Anos.

De autoria da pesquisadora e documentarista baiana Ana de Oliveira, uma das maiores estudiosas do Tropicalismo, a obra traz uma reflexão sobre o disco-manifesto de mesmo nome e reúne doze textos assinados por grandes personalidades da cultura brasileira. “Relançar o livro neste lugar é muito significativo, uma vez que o surgimento do TCA e do Tropicalismo é uma interseção histórica”, analisa a autora.

A baiana ainda participou do projeto Conversas Plugadas e bateu um papo musicado, acompanhada da cantora Claudia Cunha e da violonista Jana Vasconcellos, com o público presente. “50 anos não são 50 dias. A gestão pública tem o dever de revisitar e atrair a atenção para essa parte do nosso passado”, afirma a diretora artística do TCA, Rose Lima.

50 Anos de Tropicália

Além dos textos, o livro-objeto apresenta doze pôsteres com interpretações visuais de artistas plásticos – dentre eles Ernane Cortat, Ailton Krenak e Ray Vianna, único baiano do grupo – de cada uma das canções do famoso álbum de 1968.  A arte-educadora Paloma Giordano conferiu a exposição e recomenda: “Todos, jovens ou mais velhos, devem vir conferir essas peças vivas e que conversam tão bem com verdadeiros hinos da música brasileira”. O público pode visitar a mostra até 17 de novembro.

À época jovens músicos, figuras icônicas e, diga-se de passagem, todos baianos, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Tom Zé e os integrantes do grupo Os Mutantes encabeçaram o movimento que veio para derrubar os padrões musicais existentes e contestar a Ditadura Militar imposta. Os artistas tropicalistas incorporavam diferentes influências musicais que estavam à disposição, deixando de lado preconceitos e recalques, e usavam, nos versos das canções, de ironia e duplo sentido para criticar a rigorosa política vigente. “A Bahia é referência cultural brasileira e, certamente, foi decisiva para o Tropicalismo”, destaca Rose Lima.

Mais música

Neste domingo (22), a partir das 11h, o Teatro Castro Alves sedia mais uma edição do “Domingo no TCA” e apresenta o Sarau Tropicália. O show, comandado pelo Sarau do João, reúne 24 artistas no palco da Sala Principal do TCA. Os ingressos custam apenas R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia). As vendas são liberadas somente no dia do evento, a partir das 9h, com acesso imediato do público.

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