Com medo da Reforma, mais 8 mil professores pedem aposentadoria

Com medo da Reforma, mais 8 mil professores pedem aposentadoria

Há pouco mais de um mês nas ruas e na net, a Causa Aposentadoria, Nosso professor merece continua avançando na mobilização. Enquanto isso, em todos os estados, são registrados milhares de pedidos do benefício, por educadores angustiados com a proposta do governo de elevar o tempo de contribuição para mais quinze anos.

No Rio Grande do Sul, quase 8 mil professores podem sair de cena em 2017. A expectativa da Secretaria de Recursos Humanos é de que no período de férias, os pedidos sejam reforçados, levando-se em conta que no estado foram suspensas as gratificações por permanência.

“O cenário é dramático e a possível debandada de mestres pode agravar a situação prejudicando alunos e causando transtornos para o país”, enfatiza Fernando Becker, da Faculdade de Educação do Estado do Rio Grande do Sul. Sabemos que o Brasil é mal avaliado internacionalmente quando o assunto é educação mas quando a mídia replicar a informação de que professores de uma disciplina estão lecionando em outra por falta de profissional específico, a visão dos Institutos de pesquisa será ainda mais turva sobre a educação nacional.

Sabe por que? Vai faltar professor. E a ausência do número adequado em atividade deverá ecoar forte nas salas de aula.

Na Bahia, quatro mil professores estão aptos a se aposentar, e aguardam o resultado da Previdência. “Mas, pelo visto, a previdência tem a intenção de protelar a análise dos pedidos do benefício para que continuemos em sala e possamos ter ainda mais perdas”, diz Magda Guimarães, que há dois anos entrou com o pedido de aposentadoria. “Estou apoiando a Causa dos Professores porque sinto na pele o quanto precisamos ter nossos direitos respeitados. Não apenas por mim e pelos meus colegas da Bahia mas por todos educadores que tentam construir um Brasil melhor. Esperamos 100 mil apoiadores contra essa reforma”.

Mesmo com a bonificação oferecida pelo governo baiano, os professores optaram por continuar buscando o afastamento das salas de aula após concluir o período regimental exigido.

“Não se faz educação de qualidade sem professores e eles precisam estar motivados”,complementa Fernando Becker.

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