Cabral é alvo de nova denúncia na Lava Jato

Cabral é alvo de nova denúncia na Lava Jato

O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e dois ex-colaboradores foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), eles lavaram dinheiro 148 vezes, de três formas distantes: forjando prestação de serviços de consultoria para pagamentos indevidos que acabaram embolsados; comprando veículos em empresas de um comparsa; comprando imóveis também de uma empresa de um comparsa. Em função das investigações da força-tarefa da Lava Jato no Rio, Cabral já é réu em quatro processos.

A denúncia feita nesta terça-feira, 21, à 7ª Vara Federal refere-se a atividades ilícitas do ex-governador, do ex-assessor da Secretaria Estadual da Casa Civil Ary Filho, e de Carlos Miranda, sócio de Cabral e um dos operadores financeiros de seu esquema de desvio de recursos públicos quando no governo. Ary Filho também foi denunciado por pertencimento a organização criminosa liderada, conforme o MPF, por Cabral.

A nova denúncia do MPF, assinada pelos procuradores da República Leonardo de Freitas, José Augusto Vagos, Eduardo El Hage, Renato Oliveira, Rodrigo Timóteo, Jesse Ambrosio dos Santos Junior, Rafael Barreto, Sérgio Pinel e Lauro Coelho Júnior, é derivada da Operação Mascate, da Polícia Federal.

Os crimes foram descobertos a partir de uma delação premiada. Foram apresentadas provas de movimentação de R$ 10 milhões ocorrida entre 30 de agosto de 2007 e 28 de setembro de 2015, período que excede a gestão Cabral (ele governou por dois mandatos, entre 2007 e 2014).

De acordo com o MPF, entre outros atos ilícitos, foram pagos R$ 3,4 milhões à empresa GRALC/LRG Agropecuária, de propriedade de Miranda, a título de um serviço de consultoria que nunca aconteceu. “Diante da grandiosidade do esquema criminoso, (a denúncia) não esgota todos os crimes de lavagem de dinheiro cometidos no Brasil, nem tampouco todos os fatos praticados pelo grupo, que poderão ser objeto de novas denúncias”, afirmam os procuradores.

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